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A OSTI nasceu do impulso do seu fundador,
Raymond Bernard - homem de letras e perpetuador de grandes tradições
ocidentais - no dia 19 de fevereiro de 1988, sob o nome de CIRCES
(Círculo Internacional de Pesquisas Culturais e Espirituais).
A divisa Nada do que é humano vos será estranho era um convite
à reflexão e à ação num mundo em profunda transformação. Ocupando um
novo espaço, o CIRCES logo canalizou vocações para o empreendimento,
para a ação, para a transmissão, junto a todos aqueles que desejavam
partilhar seus ideais numa ação comum.
Desde o começo, um círculo interno havia sido previsto, e esta expressão
tomaria forma em 25 de setembro de 1988, através do estabelecimento
da Ordem Soberana do Templo Iniciático (OSTI). Sob uma
forma depurada, mais direta, o essencial desta nobre tradição iria ser
vivificado, animado por aqueles que se sentiam atraídos pelo espírito
cavaleiresco por ela veiculado, mas para uma cavalaria renovada, a de
um milênio que se anuncia como o da partilha e da espiritualidade.
Assim, o primeiro ciclo de edificação da OSTI desenrolou-se por
etapas, assinaladas periodicamente por uma nova marca, a partir de colóquios
realizados na Europa, na África, na América do Norte e de viagens iniciáticas
e culturais à França, Itália e Portugal.
Foi em 1993 que a OSTI e o CIRCES fundiram-se numa só
associação, afirmando assim claramente o vínculo indissociável entre
o trabalho espiritual e o engajamento solidário, tornando-se o CIRCES
o ramo humanitário da OSTI, sob o nome de "COMITÊ
DE INICIATIVAS E REALIZAÇÕES CARITATIVAS E
SOCIAIS".
Em 1995, ao cabo de sete anos de atividade, os estatutos foram modificados
para especificar que a OSTI não transmitia ensinamento e que
o número total dos seus membros não poderia ultrapassar 1018.

Raymond Bernard:
fundador e primeiro
Grão-Mestre da OSTI.
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